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A felicidade é como a saúde: se não sentes a falta dela, significa que ela existe.

Tu és responsável pela tua rosa Anterior Seguinte

Tu és responsável pela tua rosa

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#filmphoto  #Flora

- Vai ver outra vez as rosas. Compreenderás que a tua é única no mundo. Quando voltares para me dizeres adeus, faço-te presente de um segredo.
O principezinho foi ver outra vez as rosas.
- Vós não sois nada parecidas com a minha rosa; ainda não sois nada, disse-lhes ele. Ninguém vos cativou, nem vós cativastes ninguém. Sois como era a minha raposa. Não passava de uma raposa igual a cem mil raposas. Mas fiz dela minha amiga e agora é única no mundo.
E as rosas ficaram bastante aborrecidas.
- Vós sois belas, mas vazias, disse-lhes mais. Ninguém vai morrer por vós. É certo que, quanto à minha rosa, qualquer vulgar transeunte julgará que ela se vos assemelha. Mas, sozinha, ela vale mais do que vós todas juntas, porque foi ela que eu reguei. Porque foi ela que abriguei com um biombo. Porque foi por causa dela que matei as lagartas (excepto duas ou três para as borboletas). Porque foi ela e só ela que ouvi lamentar-se ou gabar-se, ou mesmo, por vezes, calar-se. Porque é a minha rosa.
E voltando para junto da raposa:
- Adeus, disse ele.
- Adeus disse a raposa. Vou dizer-te o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se recordar.
- Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Os homens já não se lembram desta verdade - disse a raposa. - Mas tu não te deves esquecer dela. Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que cativaste. Tu és responsável pela tua rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.

In «O Principezinho», de Antoine de Saint-Exupéry.

Fotografia tirada pela máquina analógica Praktica MTL 5 e com um rolo fora do prazo de validade (expirado em 2003).

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  Informação técnica

Fotografia N.º: 2181
Publicação: 2014-06-05
Grupo: Flora
Câmara: Praktica MTL 5
Abertura:
Distância focal:
Velocidade do obturador:
Flash:

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  Comentários

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01
Gravatar Rute
em 2014-06-06 08:52:04

Este livro é um dos meus preferidos, nunca me canso de o ler e reler e comovo-me sempre um bocadinho... já sabes que sou lamechas. Gosto das fotografias que saem desses teus rolos fora de prazo e esta não é excepção.
Beijinhos

02
Gravatar Questiuncas
em 2014-06-06 09:15:48

Esta fotografia tem algo de supra-poético. (às vezes sou como a presidente da assembleia da república a inventar paalvras).
Pensei de imediato que seria mais uma do rolo "demodé" (no sentido de fora de prazo). Nem no Gimp, Photoshop se consegueria uma fotografia assim tão supra-poética.

03
Gravatar Photo Attraction
em 2014-06-06 09:55:08

Muito boa!
Está com uma edição fabulosa. E o facto de estar meio desfocada só a beneficia.

04
Gravatar Ana Freire
em 2014-06-06 12:49:14

Parabéns pela escolha do texto, Remus. Este autor é apenas e só um dos meus autores preferidos, embora só desde o ano passado lhe tenha começado a prestar mais atenção... mas, também eu, me deixei cativar pela sua escrita... simples e tocante.
Algumas passagens daqui, estariam para sair em breve, lá no meu canto, mas sendo assim, deixo passar mais um tempo... No problem with that!
A foto está absolutamente incrível, e nem digo mais nada, porque qualquer adjectivo, ficaria muito aquém da imagem.
Magnífico trabalho, Remus!
Bjs
Ana

05
Gravatar Chica
em 2014-06-06 17:26:48

Linda rosa e responsabilidade! abraços, tudo de bom, lindo fds! chica

06
Gravatar Willem
em 2014-06-06 19:26:46

The noise is doing fine in this beautiful photo.

07
Gravatar Elisa Fardilha
em 2014-06-06 20:21:42

Belíssima foto...uma poesia de paixão!

Beijinhos.

08
Gravatar João Menéres
em 2014-06-06 23:30:25

A rosa vinha pela estrada e apanhou nevoeiro.
Depois, esqueceu-se de acender os respectivos faróis e a BT mandou-a parar na berma !
Os beneficiados fomos nós!

Um abraço e parabéns, REMUS.

09
Gravatar Jéfferson Cezimbra
em 2014-06-07 03:14:42

A rosa salta-nos aos olhos e isso me agrada.
Sobre Antoine de Saint-Exupéry, reza a lenda aqui no bairro em que eu moro, que ele vinha visitar as praias aqui de Florianópolis em um pequeno avião e aterrizava onde hoje é a rua principal do bairro (é uma reta interminável) que é chamada de Pequeno Príncipe, em homenagem ao Exupéry.
Na mesma rua, tem uma marco comentando sobre o ocorrido, mas não há registros, apenas a história foi passada pelos moradores mais antigos do local.
E agora, verdade ou mito? rsrsrsrs
Abraço

10
Gravatar Paulo César Silva
em 2014-06-07 14:00:17

Parece uma pintura! Muito boa!

11
Gravatar Ana Lúcia
em 2014-06-08 23:59:08

Amoroso!
Uma delícia...

12
Gravatar Jarek
em 2014-06-09 08:32:51

Nice moody photo ... Well done

13
Gravatar Vera Cymbron
em 2014-06-09 15:25:42

Somos sim... eu amo este livro e de tempos a tempos volto a lê-lo e incrivelmente me diz sempre algo de novo...

14
Gravatar Roadrunner
em 2014-06-10 14:59:18

Qual é o nome da Rosa?

15
Gravatar Dida
em 2014-06-12 02:41:23

Este trabalho é diferente. Delicado, suave e cuidadoso.
Não parece uma foto. Talvez, um quadro um pouquinho esquecido, mas que nos faz olhar e reparar com atenção à procura de pormenores, como se fosse um enigma, ou mesmo nos pudesse contar uma história...
Gostei

16
Gravatar Remus
em 2014-06-17 09:45:08

Muito obrigado pelos vossos comentários. Eles são sempre muito importantes.

Willem and Jarek: Thank you.
Jéfferson Cezimbra: Bem... A verdade é que ele era um exímio piloto de aviões. Por isso, é bem capaz dessa história ser verdade.
Roadrunner: A Rosa pode ter o nome que lhe quiser dar. Mas primeiro tem que a cativar... ;-)

17
Gravatar Alex
em 2014-07-01 18:56:23

o principezinho... :) um clássico. a foto, nao sei como a fizeste, mas está em conformidade.