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A vida não é nem feia, nem bonita, mas é original.

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Clausura

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Todos os anos os mais variados grupos visitam os mosteiros espalhados pelo mundo afora solicitando explanações sobre a vida monástica; há ainda os que os buscam para alguns dias de retiro em suas hospedarias ou então na busca de aconselhamento.

Muitos, ao ouvirem falar de vida monástica, são remetidos de certa forma à Idade Média, a algo distante e obscuro, secreto e cheio de segredos. A clausura do mosteiro, por conseguinte, tende a acentuar essa visão, uma vez que, sendo o acesso mui restrito, reproduz essa atmosfera de mistério.

Sabe-se que até o início do séc. IV, o facto de ser cristão era motivo suficiente para ser-se morto. Por isso, somente os que tinham uma convicção forte, mantinham firme as suas convicções religiosas. Com o advento do Edito de Milão em 313, e com a posterior fixação do cristianismo como religião oficial do Império Romano, em 398, florescem as pessoas que partem para lugares inóspitos e isolados, para aí buscarem a santidade.
Inicialmente viviam completamente sozinhos, em grutas, no meio de desertos, por vezes, com um discípulo, mas, em geral, sozinhos. Vagarosamente formaram-se comunidades monásticas que, embora tivessem vida comum, mantinham uma vida de solidão, de oração e de trabalho. Assim se vai formando o que se denomina clausura, ou seja, o espaço físico reservado unicamente para os monges.

Um dia, uma freira ao ser questionada por alguém sobre qual seria a diferença, na prática, entre um mosteiro e uma prisão, deu como resposta: «Numa prisão facilmente se entra – basta cometermos um crime – mas, de lá, dificilmente se sai. Em um mosteiro, ao contrário, dificilmente se entra, mas com facilidade se sai – por que estamos sempre livres».

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  Informação técnica

Fotografia N.º: 4024
Publicação: 2020-12-03
Grupo: Grafismos
Câmara: NIKON D90
Abertura: f 5.6
Distância focal: 60 mm
Velocidade do obturador: 1/200 sec
Flash: Não Disparado

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  Comentários

Existem 2 pontos de vista. Quem será o próximo?
AM
01
A
Ana Lúcia
em 2020-12-03 09:04:16

Essa atmosfera de mistrério é algo que me atrai nos mosteiros, igrejas... viegens no tempo... Adorei a simetria e a perfeição das grades, com o mundo lá fora pouco nítido. Excelente profundidade de campo.

02
M
Manu
em 2020-12-03 11:34:08

Já estive enclausurada (não numa prisão), mas consegui libertar-me. :P
Hoje vim aqui espreitar, mas do lado de fora, não vi muito, porque a profundidade de campo está óptima.