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    <title>Pontos de Vistas</title>
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      <title>Pontos de Vistas</title>
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        <title>Se abate como espuma [Revisitar o passado do Pontos de Vistas]</title>
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	&lt;br /&gt;Guilhotinas, pelouros e castelos Resvalam longamente em procissão; Volteiam-me crepúsculos amarelos, Mordidos, doentios de roxidão. Batem asas d&#039;auréola aos meus ouvidos, Grifam-me sons de côr e de perfumes, Ferem-me os olhos turbilhões de gumes, Desce-me a alma, sangram-me os sentidos. Respiro-me no ar que ao longe vem, Da luz que me ilumina participo; Quero reunir-me, e todo me dissipo - Luto, estrebucho... Em vão! Silvo pra além... Corro em volta de mim sem me encontrar... Tudo oscila e se abate como espuma... Um disco de ouro surge a voltear... Fecho os meus olhos com pavor da bruma... Que droga foi a que me inoculei? Ópio d&#039;inferno em vez de paraíso?... Que sortilégio a mim próprio lancei? Como é que em dor genial eu me eterizo? Nem ópio nem morfina. O que me ardeu, Foi alcool mais raro e penetrante: É só de mim que eu ando delirante - Manhã tão forte que me anoiteceu. Poema «Alcool» de Mário de Sá-Carneiro, in &quot;Dispersão&quot;. &lt;hr&gt;Fotografia publicada em: 2020-06-20 &lt;br/&gt;[Pontos de Vistas old photo | Posted: 2020-06-20]
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        <pubDate>Thu, 10 Sep 2026 15:31 +0000</pubDate>
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        <title>O rio vem a mim</title>
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	&lt;br /&gt;Guardo o mais absoluto segredo das pedras que rolam no fundo dos leitos embora nada saiba, nada ouse saber. Vou pelo olhar até ao rio, o rio vem a mim e ambos caminhamos deslumbrados para fora de nós. O cantar da água corre nos meus olhos exactamente como corre a manhã até que o sol a prumo faz de mim o desenho do rio que vejo, o mapa das veias onde o corpo nasce de novo. À vinda procuro a minha sombra. O coração que me há-de trazer de volta demora-se no rio como se nele corresse uma sede de olhar. Os pés colam-se à margem. Do outro lado as casas vão mudando de expressão mais lentamente do que a água corre. O sol abraça-me pelas costas e deixa-se escorregar como crianças que riem, que não distinguem a voz seca do tempo. É noite à lareira da casa. Os objectos acendem-se: também eles mudam de rosto como tudo o que é iluminado por amor. Aproximo-me de longe, venho do rio, o rio vem de mim. Poema «Maomé e a Montanha» de Rosa Alice Branco, in &quot;O Único Traço do Pincel&quot;. Monção
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        <pubDate>Thu, 10 Sep 2026 06:18 +0000</pubDate>
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        <title>Ódio [Revisitar o passado do Pontos de Vistas]</title>
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	&lt;br /&gt;O ódio é um sentimento negativo que nada cria e tudo esteriliza: - e, quem a ele se abandona, bem depressa vê consumidas na inércia as forças e as faculdades que a Natureza lhe dera para a acção. O ódio, quando impotente, não tendo outro objecto directo e nem outra esperança senão o seu próprio desenvolvimento - é uma forma da ociosidade. É uma ociosidade sinistra, lívida, que se encolhe a um canto, na treva. (...) Mas que esse sentimento seja secundário na vasta obra que temos diante de nós, agora que acordamos - e não essencial, ou supremo e tão absorvente que só ele ocupe a nossa vida, e se substitua à própria obra. Texto de Eça de Queirós, in &quot;Distrito de Évora&quot;. &lt;hr&gt;Fotografia publicada em: 2020-05-03 &lt;br/&gt;[Pontos de Vistas old photo | Posted: 2020-05-03]
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        <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 21:06 +0000</pubDate>
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        <title>Quero voar... [Revisitar o passado do Pontos de Vistas]</title>
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	&lt;br /&gt;Quero voar... voar bem longe Navegando no sopro do vento norte Sobre os desertos de fogo que foge Sobre os caminhos inventados da sorte Quero voar sem as asas perder Até encontrar o teu secreto coração Com as palavras esquecidas crescer E misturando sonhos pedir perdão. Quero voar sem sentir dor E perder-me nos jardins do teu amor. Poema «Quero voar...» de SaidSerra. &lt;hr&gt;Fotografia publicada em: 2020-06-19 &lt;br/&gt;[Pontos de Vistas old photo | Posted: 2020-06-19]
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        <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 11:53 +0000</pubDate>
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        <title>Horizonte adormece devagar</title>
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	&lt;img src=&quot;https://www.pontosdevistas.net/pv/thumbnails/thumb_20260829154524_o5a09201.jpg&quot;&gt;
	&lt;br /&gt;Nos campos largos do Alentejo, onde o horizonte adormece devagar, há sobreiros de braços abertos como velhos guardiões a vigiar. A terra, depois da chuva, respira, e veste um manto de verde esperança; entre ervas, flores e caminhos, a Primavera ensaia a sua dança. Sob a sombra antiga dos sobreiros, o tempo parece não ter pressa. O vento passa, beija as folhas, e o silêncio é tudo o que confessa. Há rebanhos perdidos na paisagem, há aves de metal que riscam o céu azul, e uma luz dourada, quase líquida, espalha-se pelos campos a sul. Há paisagens que não se visitam  guardam-se dentro do olhar. E há Alentejos que, uma vez vistos, nunca mais deixam de lá estar. Versaria de Remus, o trovador.Fronteira
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        <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 02:41 +0000</pubDate>
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        <title>Questão de água [Revisitar o passado do Pontos de Vistas]</title>
        <link>https://www.pontosdevistas.net/pv/?showimage=3847</link>
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	&lt;img src=&quot;https://www.pontosdevistas.net/pv/thumbnails/thumb_20200425152358_104_7499.jpg&quot;&gt;
	&lt;br /&gt;O pimento Padron é uma especialidade culinária galega que é comum apresentar-se salteado. Os pimentos são ricos em vitamina C, B1, B2, A e E. Sendo também uma fonte razoável de betacaroteno e de bioflavonóides. 100 gramas de pimentos verdes contêm duas vezes mais vitamina C que a laranja e os pimentos vermelhos, até possuem três vezes mais. Se querem plantar pimentos, começa a ser a altura ideal para o fazerem. O terreno deve ter boa drenagem e boa exposição solar. Eles são sensíveis ao excesso e à falta de água, pelo que é necessário cuidado para manter o nível de água ideal no solo. O excesso de água é facilmente identificado por mudança na coloração das folhas para verde claro. Por outro lado, a falta de água é manifestada pela mudança de cor no pimento para uma cor mais escura (verde escuro ou vermelho escuro, conforme a espécie) e as folhas ficam esbranquiçadas. A falta de água faz com que os pimentos fiquem mais picantes. &lt;hr&gt;Fotografia publicada em: 2020-05-02 &lt;br/&gt;[Pontos de Vistas old photo | Posted: 2020-05-02]
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        <pubDate>Tue, 08 Sep 2026 17:28 +0000</pubDate>
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        <title>Um alto monte [Revisitar o passado do Pontos de Vistas]</title>
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	&lt;img src=&quot;https://www.pontosdevistas.net/pv/thumbnails/thumb_20200614145311_104_5962.jpg&quot;&gt;
	&lt;br /&gt;A criança que fui chora na estrada. Deixei-a ali quando vim ser quem sou; Mas hoje, vendo que o que sou é nada, Quero ir buscar quem fui onde ficou. Ah, como hei-de encontrá-lo? Quem errou A vinda tem a regressão errada. Já não sei de onde vim nem onde estou. De o não saber, minha alma está parada. Se ao menos atingir neste lugar Um alto monte, de onde possa enfim O que esqueci, olhando-o, relembrar, Na ausência, ao menos, saberei de mim, E, ao ver-me tal qual fui ao longe, achar Em mim um pouco de quando era assim. Excerto do poema «A Criança Que Fui Chora na Estrada» de Fernando Pessoa, in &quot;Novas Poesias Inéditas&quot;. &lt;hr&gt;Fotografia publicada em: 2020-06-18 &lt;br/&gt;[Pontos de Vistas old photo | Posted: 2020-06-18]
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        <pubDate>Tue, 08 Sep 2026 08:16 +0000</pubDate>
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        <title>Tradição e steampunk</title>
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	&lt;img src=&quot;https://www.pontosdevistas.net/pv/thumbnails/thumb_20260829154427_img_20231202_155558.jpg&quot;&gt;
	&lt;br /&gt;Bem-vindos à revolução dos carrosséis, onde a tradição e o steampunk andam numa dança bizarra. Esqueçam os cavalinhos de madeira brancos e imaculados. Eles já têm o seu lugar na história e nesta fotografia até estão a olhar com desdém. O verdadeiro destaque é este orgulhoso submarino a vapor, com o seu visual desgastado de cobre e verde-azulado, que parece ter escapado de um livro de Júlio Verne. Neste anacronismo, o carrossel continua a girar com toda a dignidade e transporta as crianças para uma aventura onde a fantasia encontra a engenharia. Madrid
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        <pubDate>Mon, 07 Sep 2026 23:03 +0000</pubDate>
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        <title>Alta queda [Revisitar o passado do Pontos de Vistas]</title>
        <link>https://www.pontosdevistas.net/pv/?showimage=3846</link>
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	&lt;img src=&quot;https://www.pontosdevistas.net/pv/thumbnails/thumb_20200425152105_aaby2088.jpg&quot;&gt;
	&lt;br /&gt;Esta é a mais alta e segundo alguns, a mais bela cascata de Portugal continental. No planalto da Serra da Freita, as águas de vários riachos vão serpenteando a paisagem, até confluírem num só: o rio Caima que depois desagua no rio Vouga. Nesta zona, o rio Caima projeta-se a mais de 70 metros de altura criando a Frecha da Mizarela. As encostas íngremes que circundam esta queda de água apresentam um bonito verde, com alguns focos da vegetação primitiva da serra da Freita. Da Laurissilva ainda é possivel encontrar na base da Frecha, o rododendro (Rhododendron ponticum subsp. baeticum) e nas escarpas observam-se as árvores representativas da Fagossilva, com ênfase para o carvalho-alvarinho (Quercus robur) e o carvalho-negral (Quercus pyrenaica). &lt;hr&gt;Fotografia publicada em: 2020-05-01 &lt;br/&gt;[Pontos de Vistas old photo | Posted: 2020-05-01]
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        <pubDate>Mon, 07 Sep 2026 13:51 +0000</pubDate>
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        <title>Se amigos são flores [Revisitar o passado do Pontos de Vistas]</title>
        <link>https://www.pontosdevistas.net/pv/?showimage=3887</link>
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	&lt;img src=&quot;https://www.pontosdevistas.net/pv/thumbnails/thumb_20200614145218_aab00055.jpg&quot;&gt;
	&lt;br /&gt;Amigos são flores... São flores plantadas ao longo do nosso caminho para que saibamos encontrar primavera o ano todo. Quando o outono chega, cheio de beleza e melancolia, os amigos estão presentes nos trazendo alegria. E, quando o inverno vem frio e escuro, trazendo saudades e noites longas, os amigos nos trazem calor e luz com o brilho da sua presença. Essas flores belas perfumam nossa existência e nos fazem ver que não estamos sozinhos. Se amigos são flores que duram um ano ou um dia não faz diferença, porque o importante são as marcas que deixam nas nossas vidas. São as horas compartilhadas, horas de carinho, horas de amor e cuidado. Um amigo que se doa sem esperar um retorno, que se entrega pelo prazer de ver a felicidade do outro, é uma flor que merece cuidados especiais; um ser grande e importante que nos emociona só pelo fato de existir. É alguém que consegue chegar até nossa alma... É um presente de Deus. Se todo o mundo nos virar as costas e, no meio desse mundo, uma flor, nem que seja uma única flor de amizade nascer em nosso jardim, então toda a vida já terá valido a pena. Excerto do poema «Amigos são Flores e Poemas» de Letícia Thompson. &lt;hr&gt;Fotografia publicada em: 2020-06-17 &lt;br/&gt;[Pontos de Vistas old photo | Posted: 2020-06-17]
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        <pubDate>Mon, 07 Sep 2026 04:38 +0000</pubDate>
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        <title>Per fumum</title>
        <link>https://www.pontosdevistas.net/pv/?showimage=5754</link>
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	&lt;img src=&quot;https://www.pontosdevistas.net/pv/thumbnails/thumb_20260829154333_aaau0304.jpg&quot;&gt;
	&lt;br /&gt;O perfume nasceu há milhares de anos, muito antes de alguém pensar em «Eau de Parfum» ou em frascos bonitos numa prateleira. As suas origens remontam às antigas civilizações da Mesopotâmia, do Egipto e de outras regiões do Oriente, onde eram queimadas madeiras aromáticas, resinas, ervas e especiarias em cerimónias religiosas. A própria palavra «perfume» vem do latim «per fumum», que significa «através do fumo», uma referência aos aromas que se libertavam quando certas substâncias eram queimadas. Com o tempo, os perfumes passaram dos templos para o corpo. Começaram a ser usados óleos aromáticos e extractos de flores, plantas e especiarias para perfumar a pele. Os gregos e romanos aperfeiçoaram as técnicas, e o mundo islâmico teve também um papel fundamental no desenvolvimento da destilação e da perfumaria. Ou seja, aquilo que hoje usamos para cheirar bem começou, em grande parte, como uma mistura de religião, plantas aromáticas e muito fumo.
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        <pubDate>Sun, 06 Sep 2026 19:26 +0000</pubDate>
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        <title>É mais difícil ser livre [Revisitar o passado do Pontos de Vistas]</title>
        <link>https://www.pontosdevistas.net/pv/?showimage=3845</link>
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	&lt;img src=&quot;https://www.pontosdevistas.net/pv/thumbnails/thumb_20200425152012_104_1727.jpg&quot;&gt;
	&lt;br /&gt;É mais difícil ser livre do que puxar a uma carroça. Isto é tão evidente que receio ofender-vos. Porque puxar uma carroça é ser puxado por ela pela razão de haver ordens para puxar, ou haver carroça para ser puxada. Ou ser mesmo um passatempo passar o tempo puxando. Mas ser livre é inventar a razão de tudo sem haver absolutamente razão nenhuma para nada. É ser senhor total de si quando se é senhoreado. É darmo-nos inteiramente sem nos darmos absolutamente nada. É ser-se o mesmo, sendo-se outro. É ser-se sem se ser. Assim, pois, tudo é complicado outra vez. É mesmo possível que sofra aqui e ali de um pouco de engasgamento. Mas só a estupidez se não engasga, ó meritíssimos, na sua forma de ser quadrúpede, como vós o deveis saber. Texto de Vergílio Ferreira, in &quot;Nítido Nulo&quot;. &lt;hr&gt;Fotografia publicada em: 2020-04-30 &lt;br/&gt;[Pontos de Vistas old photo | Posted: 2020-04-30]
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        <pubDate>Sun, 06 Sep 2026 10:13 +0000</pubDate>
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        <title>História de dois irmãos [Revisitar o passado do Pontos de Vistas]</title>
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	&lt;br /&gt;São filhos do mesmo pai, criados pela mesma mãe. O resto não são iguais em nada. Pedro tem ar de herói, o sonho de uma mulher, mas vejo que a escolha foi errada. O Paulo por outro lado, é o espelho da timidez, discreto e mais reservado, no seu mundo. O outro me conquistou, mas sinto, não sei porque. Escolhi o irmão errado, em tudo. Eles são tão diferentes, tão diferentes. Como a paixão do amor. Eles são tão diferentes, tão diferentes. Calhou-me a mim o pior. O Pedro desiludiu, um dia meu coração. Paulo por mim sofreu calado. Tem sido sempre assim por respeito ao seu irmão. Mantêm seu amor por mim, guardado. Eles são tão diferentes, tão diferentes. Como a paixão do amor. Eles são tão diferentes, tão diferentes. Calhou-me a mim o pior. Letra da canção «A História de Dois Irmãos» de Mónica Sintra.  &lt;hr&gt;Fotografia publicada em: 2020-06-16 &lt;br/&gt;[Pontos de Vistas old photo | Posted: 2020-06-16]
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        <pubDate>Sun, 06 Sep 2026 01:00 +0000</pubDate>
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        <title>Batalha silenciosa e estratégica</title>
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	&lt;br /&gt;Dizem que navegar pelo rio Douro é uma das experiências mais poéticas e relaxantes que Portugal tem para oferecer, mas quem observa esta margem, percebe rapidamente que a poesia exige uma boa dose de paciência e instinto de sobrevivência. Há uma batalha silenciosa e estratégica a ser travada em terra firme: a conquista do lugar na fila de embarque. A multidão junta-se no cais como se estivesse prestes a embarcar numa missão de importância nacional. Todos partilham exactamente o mesmo sonho dourado: garantir um assento estratégico, sentir a brisa no rosto, brindar com um copo de Vinho do Porto e depois acenar entusiasticamente para os transeuntes na ponte, que por sua vez acenam de volta sem fazerem a menor ideia de quem vai a bordo. No final, tudo vale a pena. Ver o Douro da margem é bonito, mas navegá-lo é ainda melhor! Fotografia feita pela máquina analógica Pentax P30 e com um rolo Agfaphoto Vista Plus 200 - ISO 200, expirado em Outubro de 2019 (6 anos e 8 meses antes da fotografia ter sido tirada). Distância focal: 50mmPorto
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        <pubDate>Sat, 05 Sep 2026 15:48 +0000</pubDate>
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        <title>Outra cidade [Revisitar o passado do Pontos de Vistas]</title>
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	&lt;br /&gt;Cidade, rumor e vaivém sem paz das ruas, Ó vida suja, hostil, inutilmente gasta, Saber que existe o mar e as praias nuas, Montanhas sem nome e planícies mais vastas Que o mais vasto desejo, E eu estou em ti fechada e apenas vejo Os muros e as paredes e não vejo Nem o crescer do mar nem o mudar das luas. Saber que tomas em ti a minha via E que arrastas pela sombra das paredes A minha alma que fora prometida Às ondas brancas e às florestas verdes. Poema «Cidade» de Sophia de Mello Breyner Andresen, in &quot;Antologia&quot;. &lt;hr&gt;Fotografia publicada em: 2020-04-20 &lt;br/&gt;[Pontos de Vistas old photo | Posted: 2020-04-20]
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        <pubDate>Sat, 05 Sep 2026 06:35 +0000</pubDate>
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        <title>Suculentas [Revisitar o passado do Pontos de Vistas]</title>
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	&lt;br /&gt;Os cactos são plantas suculentas, mas nem todas as plantas suculentas são cactos. As suculentas são um grupo de plantas e os cactos são de uma família do grupo das suculentas: A Cactaceae. Para dar uma ideia, existem cerca de 22 mil espécies de suculentas, sendo que somente 2 mil são cactos. As suculentas são plantas que em geral conseguem sobreviver à falta de água, e são capazes de armazenar água nas raízes, caules, troncos ou folhas, característica esta que as protege das altas temperaturas e do clima seco de onde são originarias. A principal diferença entre as suculentas e os cactos, é que os cactos possuem aréolas – pequenos círculos salientes de onde nascem rebentos, espinhos e flores. &lt;hr&gt;Fotografia publicada em: 2020-02-17 &lt;br/&gt;[Pontos de Vistas old photo | Posted: 2020-02-17]
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        <pubDate>Fri, 04 Sep 2026 21:23 +0000</pubDate>
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        <title>Olhar para a uva</title>
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	&lt;br /&gt;«Olhar para a uva não mata a sede.» Provérbio popular. Este provérbio ensina-nos que não basta ficar a observar ou a desejar algo, para conseguirmos aquilo de que precisamos. É necessário agir e procurar uma solução. Assim como olhar para uma uva não mata a sede, também na vida não podemos esperar que os nossos desejos se realizem sem fazermos um esforço. É um provérbio que valoriza, portanto, a acção e a iniciativa.
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        <pubDate>Fri, 04 Sep 2026 12:10 +0000</pubDate>
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        <title>Tudo, tudo é movimento [Revisitar o passado do Pontos de Vistas]</title>
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	&lt;br /&gt;A vida é movimento; rápido ou lento pacífico ou violento - a vida é sempre movimento. A vinda também é movimento enquanto a ida já foi movimento... O avião é movimento - se pára, cai... o pássaro também! E a vida é gerada num movimento de vai-e-vem. O movimento da embarcação no mar aberto - movimento-ação: o vento movimenta a vela em turbilhonamento e a nave vai mar adentro. O movimento dos neurónios movendo os pensamentos enquanto no céu as nuvens se movimentam sem firmeza, movimentando o firmamento. O movimento gracioso da bailarina - um movimento preciso e bem treinado. O movimento flácido da gelatina - movimento desleixado. Dentro do espaço infinito o movimento dos planetas dos cometas e asteroides... E expandindo seus limites os movimentos aflitos dos espermatozoides. Movimentos retilíneos curvilíneos circulares uniformes helicoidais e parabólicos. Os movimentos furtivos nos labirintos. Os movimentos discretos os movimentos ostensivos e os movimentos indistintos... Os movimentos afins que se misturam. E os movimentos heterogéneos que misturam as ideias porque não fazem sentido. Mas fazem movimento! E se Deus de repente se cansasse de ficar jogando futebol e assim, amanhã não mais chutasse a Terra em torno do Sol? O movimento do ying e yang do pró e do contra do xispa e do empaca. O movimento da roda... o movimento da bola... o movimento do desdobra... o movimento do enrola... Tudo, tudo é movimento! Enquanto há vida. Depois, não há mais saída - só indo lá para ver... Poema «Teoria Geral dos Movimentos» de Luiz Magela. &lt;hr&gt;Fotografia publicada em: 2020-04-19 &lt;br/&gt;[Pontos de Vistas old photo | Posted: 2020-04-19]
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        <pubDate>Fri, 04 Sep 2026 02:58 +0000</pubDate>
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        <title>Queridas sombras [Revisitar o passado do Pontos de Vistas]</title>
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	&lt;br /&gt;O domingo é sombrio As minhas horas sem sono Queridas as inúmeras sombras Com as quais convivo Pequenas flores brancas Não te acordarão Não onde o coche negro Da dor te levou Os anjos não pensam Em te devolver jamais Será que eles ficariam zangados Se eu me juntasse a ti? Excerto do poema «Domingo Sombrio» de Arcanjjus Negrus. &lt;hr&gt;Fotografia publicada em: 2020-02-16 &lt;br/&gt;[Pontos de Vistas old photo | Posted: 2020-02-16]
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        <pubDate>Thu, 03 Sep 2026 17:45 +0000</pubDate>
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        <title>Será sinal?</title>
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	&lt;br /&gt;«Ano de rosas, ano de pão.» Provérbio popular. Quando as roseiras dão muitas rosas, é sinal de que o ano será favorável para boas colheitas. Antigamente, as pessoas observavam a natureza e acreditavam que certos sinais eram indicação se haveria boas ou más colheitas. Assim, muitas rosas nas roseiras eram vistas como um sinal de um ano de abundância e de alimento.
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        <pubDate>Thu, 03 Sep 2026 08:33 +0000</pubDate>
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