O Outono chega cheio de estilo, armado em pintor da Natureza! Muda as folhas de verde para amarelo, laranja e vermelho, como quem leva as árvores ao cabeleireiro para uma transformação radical. Tudo muito bonito, um verdadeiro desfile de moda ao ar livre!
Mas o Outono não se fica pela pintura. Não senhor! Depois de mudar as cores, decide que está na hora de despir as árvores. Uma a uma, vai arrancando-lhes as folhas, como quem despe alguém em plena rua, sem o mínimo respeito pela privacidade alheia.
As árvores, coitadas, ficam ali, de braços levantados para o céu, cada vez mais nuas, a tentar disfarçar o constrangimento. Algumas ainda seguram duas ou três folhas, agarradas aos ramos como quem se recusa a entregar o que mais de valioso tem. Mas o Outono, esse atrevido, sopra uma rajada de vento e... zás! Lá vai a última peça de roupa!
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