No alto do monte, erguidas contra o céu, as árvores guardam segredos da serra. Silhuetas desenhadas num imenso papel, raízes bem presas ao coração da terra.
Em fila, parecem vigiar o horizonte, silenciosas, desafiam o vento. São sentinelas no cimo do monte, testemunhas do tempo e do seu movimento.
Não pedem aplausos, não querem atenção, basta-lhes o sol, a chuva e a aragem. Ali permanecem, em contemplação, Vestem de sombra a imensidão da paisagem.
E quando a tarde se veste de saudade e o céu se derrama em luz e solidão, as árvores, no alto, desenham eternidade na linha subtil entre a terra e o coração.