Um candeeiro aceso
rasga a noite devagar,
e a sua luz, em silêncio,
vem à janela morar.
O gradeamento desenha
sombras de ferro e luar,
linhas que a noite empenha
numa dança sem parar.
A janela guarda o mundo
entre o escuro e a claridade,
e o candeeiro, cá fora,
ilumina a solidão da cidade.
As sombras estendem-se no chão,
sobem muros, cruzam paredes,
como se a luz usasse as mãos
para tecer invisíveis redes.
E eu fico a olhar, em silêncio,
a noite presa no gradeamento,
onde a luz da rua inventa
poemas feitos de sombra e tempo.
Versaria de Remus, o trovador. Beja
Informação técnica
Fotografia N.º: 5802
Publicado em: 2026-11-01
Grupo: Experiências #Experiment
Câmera: Nikon D90
Abertura: f 5
Distância focal: 82 mm (35mm equiv.: 123 mm)
Velocidade do obturador: 1/60 sec
Flash: Não Disparado No flash
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