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Todo começou com fecundidades alheias Anterior Seguinte

Todo começou com fecundidades alheias

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#filmphoto  #Urbanism

O rei D. Dinis, que gostava de meter o seu pincel em fecundidades alheias, acabou por ter um filho ilegítimo (teve mais, mas para esta história vamos focar-nos neste, até porque era o seu filho predilecto). Deram ao moço o nome de D. Afonso Sanches.
Ele cresceu saudável e com grande vigor, pelo que acabou por casar com uma neta de D. Sancho IV de Castela, de nome D. Teresa Martins de Meneses.
Por sua vez, também ela era descendente de um outro caso de pincel metido em fecundidade alheia, entre D. Maria Pais de Ribeira e D. D. Sancho I de Portugal.

D. Sancho I gostou tanto da fecundidade alheia da Maria Ribeira que disse:
Oh Ribeirinha!
Eu gosto bué bué de ti!
Fica lá com Vila do Conde para construíres uma casinha com vista para o mar e plantar umas couves para a sopa.

E assim aconteceu. Através de heranças, a terra de Vila do Conde acabou por chegar às mãos da tal D. Teresa Martins de Meneses.

Mas voltemos ao D. Dinis.
Ele e a rainha Santa Isabel andavam desentendidos, porque o pincel dele andava sempre aos saltos e os filhos surgiam com cogumelos depois de uma tarde de chuva.
Em 1314, a rainha iniciou a refundação de um mosteiro abandonado em Coimbra, que renomeou de Mosteiro de Santa Clara (actualmente de Santa Clara-a-Velha).
Por sua vez, D. Dinis numa guerra de testosterona versus estrogénio, dá a autorização (que naquele tempo é como ordenar) que o tal filho ilegítimo e predilecto construa um mosteiro em Vila do Conde, também da mesma invocação do de Coimbra, ou seja mosteiro Santa Clara.
Dizem que a construção iniciou-se em 1318, ou seja, quatro anos após o outro.

E assim surgiu o mosteiro de Vila do Conde, como uma disputa entre rei e rainha.

Fotografia tirada pela máquina analógica Pentax P30 e com um rolo Kodak Gold - ISO 200, expirado em Maio de 2018 (1 ano e 2 meses antes da fotografia ter sido tirada).
Distância focal: 50mm

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  Informação técnica

Fotografia N.º: 4140
Publicação: 2021-05-04
Grupo: Urbanismos
Câmara: Pentax P30
Abertura:
Distância focal:
Velocidade do obturador:
Flash:

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  Comentários

Existem 13 pontos de vista. Quem será o próximo?
JSJMMLLWAROLR
01
J
Janita
em 2021-05-05 00:25:00

Se houvesse Internet, Netflix, blogosfera e redes sociais, nada disto teria acontecido... os pincéis só pintariam graffitis em paredes próprias e ISTO NÃO ANDAVA TUDO LIGADO...
Só poucas vergonhas! 😲

02
S
Steven
em 2021-05-05 01:18:54

An interesting story that goes with this beautiful estate and the urns that tower into the sky. Odd that the windows are covered with steel bars.

03
J
João Menéres
em 2021-05-05 01:23:17

Não conhecia essa história de pincéis...
Fico agradecido, Remus.

04
M
Michael Rawluk
em 2021-05-05 04:02:44

That certainly is an interesting bit of history.

05
M
Manu
em 2021-05-05 10:05:00

Foram tantas as pinceladas que D. Dinis teve 25 filhos bastardos :P
Gostei da história e fiquei a conhecer mais um mosteiro em Vila do Conde, terra que nunca tive o prazer de visitar.

06
L
L Reis
em 2021-05-05 16:50:48

O pincel do rei andava aos saltos??? Andava aos saltos em fecundidades alheias??? G'anda maluco! Lá se foi a dignidade do nosso passado histórico. Depois disto nem a descoberta do caminho marítimo, nos salva.(adorava saber como este texto ficou em inglês... O Steven achou a história interessante :):))
Com tantas voltas que o pincel deu não admira que a Isabel se tivesse virado para o negócio da panificação. Está tudo explicado.

07
L
L Reis
em 2021-05-05 16:52:38

Com a história do pincel, até me esqueci de agradecer o destaque da "cacafonia" aí em baixo... uma pessoa fica perturbada com estas histórias :)

08
W
Willem
em 2021-05-05 17:14:34

A nice and well framed photo.

09
A
Ana Lúcia
em 2021-05-05 17:22:30

Cá para mim quem sempre esteve expirado foi esse D. Dinis, por quem nunca senti qualquer admiração.
A fotografia tem uma edição amarelada, que lhe fica bem, como se o papel estivesse a ficar amarelo com o passar do tempo.

10
R
Roadrunner
em 2021-05-06 15:48:08

Um mosteiro muito fecundo. Bem assim como o rolo Kodak.

11
O
Omid
em 2021-05-07 19:51:55

such beautiful frame, colors & textures!
Lovely!

12
L
Lis
em 2021-05-10 23:36:30

Os portugueses adoram descobrir coisas _ são os perfeitos descobridores. E voce naõ foge a regra, seu Remus rsrs
Acabei gostando da história' bué bué de ti' kkkkk
com a história 'fecunda' a foto ficou em segundo plano :))

13
R
Remus
em 2021-06-08 19:54:09

Muito obrigado pelos vossos comentários. Eles são sempre muito apreciados.

Steven: The bars on the windows, it was for the nuns did not run away or to anyone go to them. ;-)
Michael Rawluk, Willem and Omid: Thank you.