A felicidade nunca sai de moda.
Fotografia N.º: 4248
Grupo: Urbanismos #Urbanism
Câmera: Nikon D90
Abertura: f 8
Distância focal: 18 mm (35mm equiv.: 27 mm)
Velocidade do obturador: 1/320 sec
Flash: Não Disparado No flash
Estive a carregar baterias e sem tempo para fazer a escolha desta semana.
;-)
Reconheci logo este local e só aqui estive duas vezes na vida, por breves momentos. :)
Gosto do forte contraste e da perfeição dos detalhes. A verticalidade permite-nos percorrer o "caminho" até à igreja.
Penso que nunca aqui estive, mas gostava de ir.
Gostei desta praça com ar arejado e com uma esplanada onde apetece beber uma bjeca, dizem que por lá costuma estar muito calor.
Conheço bem. Pouco antes dos finais da década de noventa passei uma semana em retiro semi-voluntário, num Monte de Turismo de Habitação, cujo nome não irei publicitar, situado a três km de Évora.
Nunca esquecerei essa semana. Todas as manhãs rumava às portas de Évora estacionava o meu carrito, e percorria a rua que me levava à Praça do Giraldo. Visitei o Museu, pedi a uma turista que me fotografasse junto ao Templo de Diana, comprei bugigangas tradicionais para trazer de recordação e para oferecer... almoçava no mesmo restaurante e regressava ao Monte antes da força do calor.
Num tempo em que os telelés não andavam na carteira ou no bolso de cada cidadão, foi uma proeza ter-me aguentado oito dias. Valeu-me a companhia do Paul Auster e da Trilogia de Nova Iorque, da pequena piscina que mais parecia um tanque e da figueira baixinha e carregadinha de figos. Também a voz de Nat King Cole, nas idas e vindas para e da cidade, atenuaram a minha solidão. Fui obrigada a ir e ficar? Não, de modo nenhum. Foi um repto que lancei a mim mesma, depois da amiga que ficou de ir comigo ter desistido. Eu disse: «Pois vou sozinha.»... E fui, e fiquei o tempo que tinha marcado e me tinha comprometido para estadia.
Quantas vezes entrei dentro da frescura dessa Igreja nas manhãs mais quentes e chorei sem saber porquê... mas teimosa, fui ficando e só regressei ao Porto no dia que havia dito à senhora - holandesa, por sinal - que vinha embora.
No livro onde estavam registados os sentires de quem os quis lá deixar, creio que todos em inglês e alemão, escrevi isto:
"Alentejo, ai Alentejo. Solidão, ai solidão.
Vim de coração magoado, perto com a alma lavada, devo isso ao Alentejo, esta terra tão amada. Porque em teu seio nasci também eu sou tua filha, porque tenho de partir contigo no coração e para tão longe de ti?"
Se um dia o Remus lá voltar, dir-lhe-ei o nome do Monte e pode constatar por si, caso o empreendimento ainda exista, que o que acabei de lhe contar é a mais pura verdade. Foi na 1ª semana de Setembro de 1996.
Agora, apetecia-me apagar este meu desvendar de alma, mas, como não tenho coragem, deixo isso a seu cargo, Mr. Remus.
.Já estive várias vezes em Évora e nessa Praça
.
Bom fim-de-semana
.
Photographed from an attractive point of view.
Com mãe Alentejana, Évora tem sido quase a "minha segunda casa", por isso só posso gostar desta imagem de uma cidade e de uma praça que eu tanto gosto (principalmente naquelas alturas em que os turistas são raros). A edição roubou-lhe a cor, mas redobrou-lhe o carisma. A perspectiva ganhou com aquela distribuição de transeuntes que quase parece ensaiada.
Pormenor preferido: O movimento congelado do homem que segura o cão pela trela :):)
That is very nice. I love the dark sky.
Tantos lugares emblemáticos para se conhecer no seu País, Remus
Gosto dessas fotos sem filtro _ assim bem naturais.
meu abraço
Vê lá Remus o que o teu Giraldo por aqui vai provocando.
Bons recuerdos.
Bonita partilha das memórias da Janita.
Li. Confesso.
Ficou bem em p&b.
Obrigado por fazerem parte da família do Pontos de Vistas.
Janita: Eu não apago nada. Acho que foi uma belíssima partilha. Obrigado.
Willem and Michael Rawluk: Thanks.